A Polícia Militar Rodoviária foi acionada nessa sexta-feira (02/02) para atender um gravíssimo sinistro na rodovia MGC 418, no km 80, em Carlos Chagas, sendo uma colisão frontal, envolvendo um caminhão e uma picape.
No local uma guarnição policial da cidade de Carlos Chagas se fazia presente, tendo adotado as providências iniciais para sinalização da rodovia, visando manter a segurança e evitar novos incidentes.
Uma equipe do SAMU prestava os primeiros socorros às vítimas graves, e outra unidade do SAMU havia encaminhado uma das vítimas da Fiat Toro, uma adolescente de 15 anos, para o hospital de Carlos Chagos em situação gravíssima. Os outros dois ocupantes da caminhonete continuavam encarcerados.
Lamentavelmente o condutor da Fiat Toro de apenas 48 anos de idade não apresentava sinais vitais.
Os policiais perceberam que após a colisão, ambos os veículos pararam no acostamento da rodovia, no sentido decrescente, sentido Teófilo Otoni para Carlos Chagas, contudo, com as suas frentes voltadas para o sentido oposto.
Após à chegada dos Bombeiros Militares, foi possível realizar o desencarceramento da vítima fatal e do passageiro, sendo este também encaminhado pelo SAMU ao hospital municipal de Carlos Chagas.
Compareceu ao local dos fatos a Pericia Técnica que, após realizar os trabalhos de praxe, autorizou a equipe dos Bombeiros a realizar o desencarceramento do corpo do condutor da Fiat Toro.
A ocorrência foi bastante complexa e considerando a posição final dos veículos, as equipes dos Bombeiros e da Perícia Técnica necessitaram do acionamento do guincho para realizar o arrastamento da caminhonete para a retirada do corpo, que foi repassado uma funerária da cidade de Carlos Chagas. Para se ter uma ideia das dificuldades essa ocorrência iniciou-se às 21h30min de sexta-feira e foi encerrada no final da manhã de sábado.
Na versão do condutor do caminhão ele deslocava-se pela rodovia MGC 418, sentido Carlos Chagas para Teófilo Otoni, quando visualizou que a caminhonete Fiat Toro que transitava em sentido oposto estava invadindo a contramão direcional, estando o condutor da citada caminhonete aparentemente dormindo ao volante. Por tal motivo o caminhoneiro reduziu a velocidade e tentou evitar a colisão frontal desviando-se da frente da caminhonete para a outra pista, contudo, repentinamente o condutor da caminhonete se assustou e efetuou um brusco golpe na direção, vindo a voltar para a sua mão e colidir frontalmente no caminhão.
O caminhoneiro foi submetido ao teste do etilômetro com resultado negativo. A declaração dele foi corroborada por outros condutores que presenciaram o acidente.
Os militares realizaram contato com telefônico com a genitora da passageira vítima de apenas 15 anos para informar do ocorrido. A mãe da garota relatou que a filha havia reclamado que o pai dela, o condutor da Fiat/Toro, estava dirigindo há muito tempo de forma ininterrupta, sem realizar pausa para descanso ou repouso.
Foi feito também contato telefônico com o irmão do motorista da caminhonete. A Segundo ele, os familiares envolvidos no presente acidente estavam se deslocando da cidade de Castanheira, estado do Mato Grosso, com destino à cidade de Montanha, Espírito Santo. A viagem teria se iniciado no dia 01/02/2024, com apenas uma parada na cidade de Belo Horizonte em 02/02/2024, no horário do almoço, para realizarem a revisão da caminhonete. Em seguida deram continuidade à viagem com destino à cidade de Montanha. Isso demonstra que a família pode não ter descansado em uma viagem tão longa e cansativa.
Devido à gravidade das lesões da filha e do pai da vítima fatal, os quais haviam sido socorridos ao hospital de Carlos Chagas, ambos foram encaminhados para o hospital Santa Rosália, na cidade de Teófilo Otoni.
A garota apresentava fratura pélvica, fratura de ambos os fêmures, lesões abdominais e traumatismos múltiplos. Infelizmente essa menina sofreu e vai passar por muito sofrido na recuperação. O seu avô de 78 anos apresentava fratura de úmero e traumatismos múltiplos. Pela idade também vai ter uma recuperação sofrida.
As causas desse trágico sinistro devem ser esclarecidas no Inquérito Policial ou no Processo, mas caso realmente o cansaço e o sono tenham sido o motivo, volta naquilo que sempre repetimos quanto à necessidade de respeito à fisiologia, planejando à viagem com intervalos para descansos. Uma viagem de três dias requer paradas em hotéis, casas de amigos ou familiares.
Dificilmente, mesmo tomando medicamentos e energéticos o corpo resiste a tanto esforço. Na verdade estamos surpresos como esse motorista conseguiu dirigir tanto até essa triste colisão. Estamos falando de um deslocamento de quase 3.000 km de distância.
Uma menina perdeu o pai e teve várias fraturas pelo corpo, o idoso perdeu um filho ainda jovem e toda a família e amigos devem estar sofrendo bastante.
Deixamos os nossos mais sinceros sentimentos aos familiares e desejamos uma recuperação física e emocional o menos traumática possível às vítimas que sobreviveram.
Fonte: 1º Ten Reinaldo, Cmt do 1º Pel/15ª Cia PMRv
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