Lollapalooza diz que artistas devem ser livres de censura e recorre de decisão do TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Edson Fachin, disse nesta segunda-feira, 28, que vai levar a polêmica envolvendo o Lollapalooza ao plenário da Corte. No domingo 27, o ministro Raul Araújo atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL) e proibiu manifestações políticas no festival de música.

29/03/2022 as 16:31
A empresa responsável pela organização do festival Lollapalooza recorre da decisão do Tribunal Superior Eleitoral que veta manifestações eleitorais por parte dos músicos que se apresentassem no festival ao longo deste domingo (27).

No documento, a empresa destaca que “não se pode querer transformar os eventos culturais em movimentos absolutamente neutros, sem participação política, sem que os legítimos interesses políticos sejam expressos”.

Mesmo com a previsão de multa de R$ 50 mil para artistas que se manifestassem contra Jair Bolsonaro, o domingo (28) no Lollapalooza foi marcado, mais uma vez, por críticas ao Presidente da República. 

Na última sexta-feira (25), a cantora Pabllo Vittar carregou uma bandeira com o rosto do ex-presidente Lula; a britânica Marina, o rapper Emicida e a banda Fresno, já no domingo, gritaram palavras de ordem contra o chefe do executivo.

Anitta, uma das artistas que participou do Lollapalooza, zombou da decisão do ministro Araújo. “R$ 50 mil? Poxa, menos uma bolsa. Fora, Bolsonaro”, escreveu Anitta, no Twitter. “Essa lei vale fora do país? Porque meus festivais são internacionais”, ironizou. A cantora se propôs a pagar multas de quem descumprir a Justiça.

Atualização: O PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, desistiu de ação que movia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para coibir manifestações contrárias a Bolsonaro e a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no evento musical LollaPalooza no fim de semana.

A desistência da legenda não resulta automaticamente na extinção do processo. Mas para que ele seja levado ao plenário do TSE, é necessário que seja liberado pelo relator para a pauta.

Fonte: direitonews.com.br