A ex-apresentadora do Vídeo Show Alinne Prado acusou a Globo de racismo e fez um desabafo sobre sua demissão no Instagram."Apesar de ser a primeira negra a sentar na bancada do programa, fui demitida sob a justificativa de que, apesar de gostarem muito do meu trabalho, precisavam de alguém mais neutro (sic) do que eu. E como estavam passando por uma crise, eles precisavam enxugar o quadro de repórteres (que depois da minha saída aumentou). Nunca falei disso publicamente, mas me dói demais ver isso acontecer. São as chibatadas contemporâneas. Não nos deixam ocupar a sala da casa grande, por mais qualificados que sejamos", disparou.

De acordo com o Jornal do Brasil, a declaração foi dada em resposta a uma seguidora, que criticou a falta de representatividade na emissora.Em nota, a Globo afirmou que "a acusação não procede", já que Alinne atuou por seis anos na casa, com passagens por quatro programas. A empresa diz que sua saída ocorreu simplesmente porque "o contrato chegou ao fim e não foi renovado". Algo "comum a qualquer outro profissional", segundo a emissora.

"Não é nada contra as meninas do Vídeo Show. Inclusive as sigo e sou fã delas. É contra a colonização do nosso imaginário. Só podemos aparecer na TV se for em situação de subserviência e sofrimento. E sempre como cota. É contra acharmos que não existe racismo. Que tudo isso é mimimi. Enquanto os não negros cruzarem os braços e fecharem seus olhos para isso, continuaremos a ser amordaçados, chicoteados, invisibilizados e mortos", completou a jornalista.