Será que Regina se apaixonou por Bolsonaro?, pergunta Daniel Filho

É com um semblante de tristeza, angústia e preocupação que o diretor Daniel Filho, 82, deu entrevista ao Zoom para dar esta entrevista sobre Regina Duarte, 73. A relação dos dois soma 55 anos, e ele se mostra pasmo com a guinada bolsonarista da ex-mulher, amiga e parceira profissional.
Desde a polêmica entrevista que a atriz e secretária de Cultura de Bolsonaro deu à CNN menosprezando as mortes e a tortura na ditadura militar, Filho procura artistas que também a conhecem para tentar entender o que aconteceu. Nesta conversa, direto de seu confinamento no Rio de Janeiro, falou por uma hora e meia sobre o relacionamento de mais de cinco décadas com a atriz e por muitas vezes repetiu "eu não entendo".Suspeitou de problemas psicológicos, dupla personalidade, até a possibilidade de ela estar apaixonada, quem sabe pelo próprio presidente. Aventou as hipóteses sem ironia ou agressividade, mas em tom de perplexidade e decepção. Disse que pensou em ligar para ela, mas desistiu, acha que não a influenciaria. "Quando ela põe uma coisa na cabeça, ela põe uma coisa na cabeça."
Resolvi falar nesta entrevista para dizer que, sim, acho que a Regina arrebentou [com a sua história]. Não, não vai arrebentar sua história porque está gravada. Como vários atores franceses que apoiaram nazistas, alguns se apaixonaram [por nazistas]. Não sei se a Regina está apaixonada por alguém dessa direita absurda. Isso não é nem direita, é uma coisa fora de propósito. Não sei se tem alguma coisa a mais [acontecendo com a Regina] que eu desconheça.E não acho que ela esteja na direita, chamar o governo Bolsonaro de direita é um elogio. Estamos diante de um nazista, de um governo fascista, que está liquidando com os pobres e velhos. É um governo totalmente absurdo. Acho que ela não está tendo ideia. Será que ela realmente acha que o Brasil vai melhorar com o Bolsonaro? Essa pandemia, então, arrebenta tudo, e ela se une a um assassino. Que é tão perigoso quanto foi a ditadura",finalizou.




